olhando o silêncio

Agora mais teu...






O que será...

O espaço cósmico
Alonga-se
O amanhecer relembra
mecanismos celestes
dizem que o tempo
muda muita coisa
na vida
o senso, a amizade,
a opinião.
Que quer mudar
Em mim
Recordo de como é
Baça a minha mente
Culpa do pensamento
Associativo
...
Sinais de vida
Nos pátios,
Nas casas ao
entardecer



Nas tuas mãos abandono-me
Adormeço
Agarra-me para não cair
Espalha letras pelo meu corpo
Que não as tenho
Estou a desenhar-te


No som do Universo
a tua mão
ainda


Adivinho-te.... no silêncio
e tu sabes...
deixaste a marca

...

não vás ainda
de asa

vermelha


A comédia. Sempre a comédia.
Divina.
Dante. Dantes.
E vão dois...
Dá-me o tom.
O caminho é rude na
subida.



derrapando na curva do fogo
posto na raiva morna
ponta de navalha incandescente
brasa escorregadia
fio
de lágrima húmida
que já vai na maré
vazia

....e assim me despeço. Digo-vos adeus, como se a despedida fosse real. Como se houvesse alguma verdade nesse adeus. Como se não houvesse mais.


Na espada
foi o tempo
enorme
cortando
os bambús
nús
ocos
no vazio frio
aberto o caminho
novo



칼에서 시간 거대한 절단 찬 공허에 있는 적나라한 구렁이 새로운 길을 연 대나무이었다